quinta-feira, 12 de maio de 2011

JOGOS AFRICANOS DE MAPUTO 2011 - Queremos ganhar medalhas!


Os X Jogos Africanos de Maputo-2011 estiveram ontem na Assembleia da República. A uma pergunta formulada pela bancada parlamentar da Frelimo, o ministro da Juventude e Desportos disse que Moçambique quer conquistar medalhas neste evento, daí que os nossos atletas estão a trabalhar incansavelmente para o efeito.

Numa sessão reservada a respostas do Governo às perguntas colocadas pela Assembleia da República, o Executivo começou com o Primeiro-Ministro, Aires Ali, a efectuar uma intervenção genérica e de contextualização, tendo, a-propósito dos Jogos Africanos, afirmado que são um ganho não só para os atletas que irão representar os mais de 20 milhões de moçambicanos, mas também para todo e qualquer moçambicano, pois este é e será um momento ímpar para a expressão da nossa moçambicanidade.

“Os Jogos Africanos devem ser um factor dinamizador do desporto nacional, como devem também servir de catalisador da economia nacional, sobretudo das pequenas e médias empresas, através da promoção do artesanato e de outros serviços. Unamo-nos em torno deste grande evento e façamos dele um sucesso”, referiu Aires Ali.

Por sua vez, o Ministro da Juventude e Desportos, Pedrito Caetano, chamado a responder à questão colocada pela bancada parlamentar da Frelimo, nomeadamente sobre a forma como o cidadão moçambicano está organizado para acolher e participar neste evento, a decorrer entre os dias 3 e 18 de Setembro, começou por dizer que um dos pressupostos básicos que pesou para a eleição de Moçambique pelo Conselho Superior do Desporto em África (SCSA) é a sua estabilidade socio-política.

Referindo que acolher a Olimpíada continental não somente permitirá ao país se projectar, do ponto de vista desportivo e de infra-estruturas, como também expor ao mundo as suas potencialidades turísticas e a calorosa hospitalidade que é seu apanágio, Pedrito Caetano vincou que os X Jogos Africanos de Maputo-2011 são Jogos da nossa moçambicanidade, do nosso querer, da nossa determinação e do nosso bem-fazer. “Eles representam os princípios mais profundos da nossa auto-estima e da nossa cidadania. Queremos que seja o melhor evento desportivo africano, reforçando a imagem e o prestígio de Moçambique no concerto das nações”, ajuntou.

No tocante a infra-estruturas, para além do Estádio Nacional do Zimpeto, cuja inauguração aconteceu no dia 23 de Abril passado, explicou que o país passará a contar, também, com duas piscinas olímpicas e reabilitação e modernização de outras infra-estruturas existentes. Igualmente, desfrutará de um condomínio moderno – que no final do evento reforçará o parque habitacional do país - composto por 106 edifícios, totalizando 848 apartamentos tipo três, local onde serão alojados os participantes aos Jogos.

“As nossas ambições não se esgotam somente na excelente organização do evento. Queremos muito e, acima de tudo, oferecer ao povo moçambicano a alegria desportiva que muito bem merece”, destacou o ministro, revelando que, para tanto, e com o objectivo de se dedicar exclusivamente à organização e preparação das selecções nacionais no evento, foi constituída em 2010 a Missão Moçambique, composta pelo Ministério da Juventude e Desportos, Comité Olímpico de Moçambique e Federações Desportivas Nacionais.

A Missão Moçambique movimenta um total de 452 jovens atletas oriundos de todo o país, integrados em 34 selecções nacionais e assistidos por 60 técnicos dirigentes desportivos. Segundo Pedrito Caetano, com base nos protocolos de cooperação estabelecidos com alguns países, 143 atletas beneficiam de estágios competitivos na África do Sul, Angola, Austrália, Brasil, Cuba, Espanha, França e Portugal.

“Queremos conquistar medalhas. Para tal, estamos a trabalhar incansavelmente. Os nossos atletas estão entusiasmados e determinados. Nós confiamos nas suas potencialidades e acreditamos que as medalhas que os moçambicanos anseiam serão conseguidas”, disse, para, a concluir e guiando-se no próprio lema dos Jogos, “No Nosso Melhor”, assumir o compromisso de, faltando (ontem) 115 dias para o seu início, “realmente fazermos o nosso melhor para que este evento seja de facto um êxito”.

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